Na fratura da extremidade proximal do úmero, são fatores preditivos de necrose avascular, segundo Hertel, o desvio da dobradiça medial:
- maior que 2 mm e extensão metafisária maior que 8 mm
- maior que 2 mm e extensão metafisária menor que 8 mm
- menor que 2 mm e extensão metafisária maior que 8 mm
- menor que 2 mm e extensão metafisária menor que 8 mm
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Conceito-chave
A cabeça do úmero recebe sangue principalmente da artéria circunflexa umeral posterior (cerca de dois terços, nos estudos mais recentes) e da circunflexa anterior, pelo ramo arqueado de Laing no sulco bicipital.
Os critérios de Hertel preveem isquemia da cabeça logo após a fratura:
extensão metafisária posteromedial curta: menos de 8 mm de osso do calcar presos à cabeça;
dobradiça medial rompida: desvio de mais de 2 mm entre a cabeça e a diáfise na região medial;
fratura do colo anatômico: a cabeça fica separada das tuberosidades.
O significado: com calcar curto e dobradiça rompida juntos, o valor preditivo de isquemia é de cerca de 97%. Os vasos que entram pela região posteromedial foram arrancados. Mas isquemia inicial nem sempre vira necrose: a cabeça pode revascularizar.
Neer: conta as partes desviadas (cabeça, diáfise, tubérculo maior e tubérculo menor); cada uma conta se desviar mais de 1 cm ou angular mais de 45°.
Na prova: Hertel prevê isquemia com dobradiça medial desviada mais de 2 mm e extensão metafisária menor que 8 mm.
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