Sobre o manejo perioperatório do paciente diabético submetido a artroplastia total do quadril, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- o diabetes tipo II cursa com cetoacidose, por ser estado de deficiência de insulina.
- a metformina e as sulfonilureias devem ser mantidas no dia da cirurgia, para evitar hiperglicemia.
- no diabetes tipo I, toda a insulina deve ser suspensa na manhã da cirurgia, pelo risco de hipoglicemia.
- o diabético tipo I deve atingir glicemia estável de 100 a 150 mg/dL por pelo menos 7 dias antes da cirurgia.
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Conceito-chave
Tipo I e tipo II não são a mesma doença
| Tipo I | Tipo II | |
|---|---|---|
| Mecanismo | deficiência de insulina | resistência à insulina endógena |
| Cetoacidose | sim | não |
| Perfil | jovem (pode surgir até a terceira década) | idoso, sobrepeso, mais comum na artroplastia |
| Insulina regular por queda de glicose | menor | maior (pela resistência) |
Por que controlar a glicemia
O diabetes aumenta o risco de infecção pós-operatória; glicemia maior que 200 mg/dL associou-se a infecção profunda da ferida. Avalia-se também o dano de órgão-alvo: retinopatia sugere nefropatia; pulsos reduzidos e sopros sugerem doença vascular.
Tipo I
- Controle desde semanas antes: glicemia estável de 100 a 150 mg/dL por pelo menos 7 dias, o que restaura o glicogênio hepático e reduz a hipoglicemia intraoperatória.
- Bem controlado: metade da dose matinal de insulina intermediária, glicemia a cada 4 horas e escala móvel.
- Mal controlado: insulina intermediária a 80% na véspera, dextrose a 100 mL/h e infusão de insulina regular para glicemia entre 150 e 240 mg/dL.
Tipo II
Suspender sulfonilureias, metformina e tiazolidinediona no dia da cirurgia, medir a glicemia a cada 4 a 6 horas, escala móvel acima de 250 mg/dL e dextrose a 5% para evitar cetoacidose.
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