Paciente de 56 anos, ativo, com doença renal crônica, será submetido a artroplastia total do quadril. Sobre a escolha do par tribológico e o risco renal, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- o metal contra metal é preferível nesse paciente, pelo menor desgaste volumétrico.
- a creatinina sérica não interfere na estimativa de complicações cardíacas pós-operatórias.
- já está demonstrado que as articulações metal contra metal são carcinogênicas em pacientes renais crônicos.
- o paciente não é candidato a metal contra metal, porque os íons metálicos são excretados pela urina e ficam retidos.
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Conceito-chave
Por que o rim importa na escolha do implante
As superfícies metal contra metal liberam íons de cobalto e cromo, que circulam e são excretados pela urina. Na doença renal crônica, essa excreção cai e os íons se acumulam no soro.
O que os íons fazem
No sangue, formam complexos metal-proteína, íons livres e sais inorgânicos. A preocupação é que podem agir como ativadores imunológicos, supressores imunológicos ou toxinas potencialmente carcinogênicas. Ainda não há relato de carcinogênese por metal contra metal em nenhuma população, mas o aumento sérico é motivo de cautela.
Conduta
- Doença renal crônica: não é candidato a metal contra metal.
- Diabetes grave e hipertensão, mesmo sem doença renal no momento, podem se beneficiar de evitar o metal contra metal, porque a doença renal pode surgir depois.
A doença renal que aparece depois
No estudo de Chandran, com veteranos sem doença renal prévia, 9 anos após a artroplastia:
| Diagnóstico | Frequência |
|---|---|
| Doença renal crônica | 14% |
| Insuficiência renal aguda | 4% |
| Doença renal não especificada | 2% |
Creatinina e risco
Creatinina maior que 2 mg/dL é fator de risco independente para complicações cardíacas e renais pós-operatórias.
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