Mulher de 64 anos recebeu stent coronário farmacológico há 4 meses e tem indicação de artroplastia total do quadril eletiva. Segundo a abordagem citada por Callaghan, a conduta é:
- adiar a artroplastia até que se passem mais de 365 dias do stent e operar em uso de aspirina.
- operar já, pois mais de 30 a 45 dias se passaram desde o stent.
- operar após 14 dias, suspendendo a aspirina 7 dias antes.
- operar já, sem antiagregante, pois o risco de sangramento supera o de trombose.
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Conceito-chave
O tempo depende do que foi colocado na coronária
Depois de uma intervenção coronária percutânea, o endotélio leva tempo para recobrir o local tratado. Operar cedo, ainda mais sem antiagregante, expõe ao risco de trombose do stent, que é catastrófica. A abordagem de 2009 do American College of Cardiology Foundation e da American Heart Association, baseada em opinião de especialistas, organiza a espera assim:
| Procedimento coronário | Espera para cirurgia eletiva |
|---|---|
| Angioplastia só com balão | mais de 14 dias |
| Stent metálico convencional (bare-metal) | 30 a 45 dias |
| Stent farmacológico | mais de 365 dias |
Nos três casos, depois de cumprido o prazo, a recomendação é ir para a sala em uso de aspirina.
Por que o farmacológico exige mais tempo
O fármaco liberado pelo stent inibe a proliferação celular. Isso reduz a reestenose, mas atrasa a endotelização, e o stent fica trombogênico por muito mais tempo. Por isso a dupla antiagregação é longa e a cirurgia eletiva espera cerca de um ano.
A revascularização antes da artroplastia
Pacientes com doença coronariana de alto risco que se beneficiem de revascularização cirúrgica devem ser revascularizados antes de procedimentos eletivos como a artroplastia total do quadril.
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