As imagens são de homem de 26 anos com dor no quadril: proeminência óssea na junção cabeça-colo e hiperintensidade condral no teto anterossuperior, com prolongamento no mapa T2. Segundo Callaghan, é correto afirmar que:

- o dano condral em contragolpe na região posteroinferior é o padrão característico desse tipo de impacto.
- as mulheres apresentam com mais frequência essa lesão em came clássica que os homens.
- o impacto da junção proeminente gera cisalhamento condrolabral e delaminação basilar no teto anterossuperior.
- o achado de impacto na ressonância sempre se correlaciona com dor, dispensando a correlação clínica.
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Conceito-chave
Came e pinça na ressonância
| Tipo | Mecanismo | Dano típico |
|---|---|---|
| Came | offset insuficiente da junção cabeça-colo, em geral anterossuperior, por proeminência óssea | o colo proeminente entra no acetábulo, degenera o lábio e gera cisalhamento na junção condrolabral, com delaminação basilar focal na margem lateral do teto anterossuperior |
| Pinça | sobrecobertura acetabular global ou focal | colo bate no lábio e no rebordo; a cabeça alavanca contra a superfície posterior: dano em contragolpe |
Os dois tipos frequentemente coexistem, inclusive com displasia.
Diferenças entre os sexos
- Homens: lesão em came clássica.
- Mulheres: esclerose sutil do colo ou neoformação periosteal, muitas vezes com coxa valga ou elemento de displasia.
Sempre com a clínica
Os sinais de impacto nem sempre se correlacionam com dor. O mapa T2 e o T1 rho mostram a degeneração precoce da matriz que a escala de cinza ainda não revela, como na imagem D da figura.
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