Sobre a epidemiologia e a patogênese da osteonecrose da cabeça femoral, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- a incidência anual nos Estados Unidos é de cerca de 1.000 novos casos, quase todos atraumáticos.
- cerca de 50% dos pacientes com a forma atraumática têm acometimento bilateral, e a forma traumática é a mais comum.
- doença de Gaucher e doença descompressiva dos mergulhadores não figuram entre os fatores de risco.
- a redução de carga e a descompressão do núcleo têm melhor resultado nos estágios tardios, após o colapso.
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Conceito-chave
Quem e quantos
| Dado | Valor |
|---|---|
| Incidência anual nos Estados Unidos | 10.000 a 20.000 novos casos |
| Forma mais comum | traumática |
| Bilateralidade na forma atraumática | cerca de 50% |
| Outros locais | ombro, joelho e tálus; o mais comum é a epífise femoral |
Fatores de risco da forma atraumática
Corticosteroide em altas doses, álcool em excesso, anemia falciforme, doença de Gaucher, lúpus, coagulopatias, hiperlipidemia, transplante de órgãos, doença dos caixões (descompressiva) e distúrbios tireoidianos.
A via comum
- Comprometimento do suprimento sanguíneo (daí os sinônimos necrose avascular e isquêmica).
- Morte óssea.
- Reabsorção do tecido morto.
- Reparo por osso novo, porém mais fraco.
- Fratura subcondral e colapso.
Por que diagnosticar cedo
O estágio orienta o tratamento: redução de carga e descompressão do núcleo são mais úteis nos estágios iniciais. Daí o valor de cintilografia e ressonância, que detectam a doença antes da radiografia. Lembrete do capítulo 23: na ressonância, estudam-se os dois quadris, porque a doença contralateral assintomática é frequente.
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