Sobre as técnicas de medicina nuclear na artroplastia dolorosa do quadril, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- a preparação de leucócitos marcados é sobretudo neutrofílica, enquanto as próteses infectadas costumam ter infiltrado de monócitos e linfócitos.
- a combinação de leucócitos marcados e medula óssea é rápida e barata, concluída em cerca de 4 horas.
- a metanálise da PET com fluordesoxiglicose mostrou área sob a curva sumária de 0,66, com baixa acurácia.
- a principal causa da variabilidade entre os estudos de PET é a diferença entre os equipamentos usados.
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Conceito-chave
O problema clínico
O ponto central na artroplastia dolorosa é separar soltura asséptica de infecção periprotética.
| Técnica | Situação |
|---|---|
| Cintilografia óssea seguida de gálio | primeira geração; criticada por desvantagens práticas |
| Leucócitos com índio-111 + medula com colóide de enxofre-tecnécio | considerada a modalidade de escolha, mas demorada, exigente e cara: pelo menos 2 dias |
| PET com fluordesoxiglicose | avaliada prospectivamente e sugerida como procedimento ótimo |
O limite biológico dos leucócitos marcados
O método supõe que as células injetadas migrem para a infecção. Como a preparação é sobretudo de neutrófilos, funciona melhor nas infecções agudas. Mas a maioria das infecções de prótese é subaguda ou crônica, com predomínio de monócitos e linfócitos.
O que sustenta a PET
- Imageia população celular maior, as células inflamatórias já ativadas.
- Não depende da migração: sofre menos com o antibiótico.
- Procedimento mais simples e curto.
- Metanálise: área sob a curva sumária de 0,96 e Q* de 0,90.
- A variabilidade entre estudos vem sobretudo da falta de critérios uniformes de interpretação.
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