As radiografias são de mulher de 61 anos com artroplastia não cimentada, no pós-operatório e quatro anos depois, com reabsorção do córtex medial do calcar, sem afundamento e sem desgaste do inserto. Segundo Callaghan, o achado é:

- doença de partículas por desgaste do polietileno, com indicação de troca do inserto.
- blindagem de estresse, pela transferência da carga do colo nativo para a haste e o córtex subtrocantérico.
- soltura mecânica do componente femoral, por radiolucência maior que 1 mm na interface.
- infecção periprotética crônica, já que a osteopenia periprotética progressiva é patognomônica.
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Conceito-chave
Blindagem de estresse
A reabsorção progressiva do córtex medial do calcar, junto à haste, resulta da transferência da carga do colo nativo para a haste e o córtex subtrocantérico. Deve ser lembrada quando há osteopenia progressiva num local onde a descarga de peso diminuiu após a artroplastia. Ao contrário da doença de partículas, não há desgaste do inserto que sustente osteólise.
Como diferenciar das outras causas
| Diagnóstico | Pistas |
|---|---|
| Blindagem de estresse | reabsorção do calcar, haste estável, sem desgaste do inserto |
| Doença de partículas | inserto afinado, cabeça excêntrica no componente acetabular, lesões líticas na interface; pode simular metástase |
| Soltura | lucência maior que 2 mm na interface, de largura variável ao longo da haste, esclerose reativa, buttressing, afundamento, fratura do cimento, alargamento distal ao fulcro |
| Infecção | achados mínimos no início; osteopenia, osteólise, reação periosteal e soltura tardias; confirmar por aspiração guiada |
A tomografia mostra melhor a doença de partículas no osso trabecular (colunas acetabulares e ramos púbicos). As radiografias avaliam bem a parede medial e o fêmur proximal.
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