Sobre a luxação traumática do quadril nativo na avaliação radiográfica, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- cerca de 90% das luxações são anteriores, pela frouxidão dos ligamentos com o quadril em extensão.
- na luxação anterior ilíaca, a coxa fica em flexão, e na obturatória, em extensão e rotação externa.
- na luxação posterior, a cabeça fica mais próxima do detector e parece menor, com o fêmur em adução e rotação interna.
- uma única AP basta para distinguir a luxação anterior da posterior, pelo tamanho da cabeça.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Posterior é a regra
Noventa por cento das luxações do quadril são posteriores. Com o quadril fletido, os ligamentos capsulares estão frouxos e a articulação fica mais vulnerável. O mecanismo clássico é o joelho contra o painel do carro: a força atravessa o fêmur e empurra o quadril fletido para trás.
| Luxação | Posição do membro | Achados |
|---|---|---|
| Posterior (90%) | adução e rotação interna | cabeça posterior e superior; mais próxima do detector, parece menor (menos magnificada); fratura do rebordo posterior e da cabeça |
| Anterior obturatória (rara) | coxa em flexão | posição de vulnerabilidade: abdução e rotação externa |
| Anterior ilíaca (rara) | extensão e rotação externa | trocânter menor perfilado |
Duas incidências, sempre
Numa única incidência, a cabeça tem aspecto semelhante nas luxações anterior e posterior. Por isso se obtêm no mínimo duas incidências. A tomografia mostra melhor fraturas não desviadas e fragmentos intra-articulares pequenos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo