Mulher de 82 anos cai da própria altura e não consegue apoiar o membro. As radiografias em AP e perfil não mostram fratura, mas há osteófitos em anel na cabeça femoral e a suspeita clínica é alta. Segundo Callaghan, a melhor conduta de imagem é:
- cintilografia óssea imediata, que demonstra a captação típica de fratura aguda nas primeiras horas.
- artrorressonância com gadolínio intra-articular, para avaliar fratura e lesão labral associadas.
- ressonância sem contraste, com coronal em T1 e coronal sensível a fluido, em protocolo curto.
- tomografia computadorizada, mais sensível que a ressonância para a fratura trabecular oculta.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O idoso com radiografia negativa
A sensibilidade radiográfica para fratura do quadril se aproxima de 90%, mas o idoso traz armadilhas:
- Osteófitos em anel ao redor da cabeça podem simular linha de fratura esclerótica (falso-positivo de fratura subcapital) ou esconder uma fratura real (falso-negativo).
- O paciente costuma ser mau informante sobre o trauma e os sintomas.
O exame certo
| Exame | Papel na fratura oculta |
|---|---|
| Ressonância sem contraste | mais sensível para fratura trabecular oculta da cabeça, colo e região intertrocantérica; mostra também estiramentos musculares e lesões tendíneas |
| Protocolo curto | coronal T1 + coronal T2 com saturação de gordura ou STIR, em 15 minutos ou menos |
| Tomografia | modalidade de escolha no trauma de emergência quando ambas existem; mostra fragmentos corticais não desviados (2% a 10% dos casos com radiografia negativa), mas é inferior na fratura trabecular |
| Cintilografia | menos específica; costuma exigir 72 horas para mostrar a captação típica |
Se o paciente não consegue ficar imóvel, encurta-se o protocolo: quase sempre ainda é possível um diagnóstico confiável.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo