A figura mostra o teste de estiramento do piriforme na posição sentada, usado na investigação da dor posterior extra-articular. Segundo Callaghan, é correto afirmar que:

- com o joelho estendido, o quadril fletido a 90 graus é levado em adução e rotação interna, palpando lateral ao ísquio.
- a dor medial à tuberosidade isquiática é a localização característica da síndrome do glúteo profundo.
- o teste é mantido por 6 segundos e avalia principalmente a camada capsulolabral do quadril.
- o teste é positivo quando reproduz dor inguinal anterior, indicando impacto femoroacetabular.
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Conceito-chave
O ísquio como referência
Na dor posterior extra-articular, a tuberosidade isquiática é o ponto de referência da palpação:
| Local da dor | Pensar em |
|---|---|
| Superolateral ao ísquio, na incisura isquiática | síndrome do glúteo profundo |
| Lateral ao ísquio | síndrome do túnel isquiático ou impacto isquiofemoral |
| Sobre o ísquio | tendões isquiotibiais |
| Medial ao ísquio | aprisionamento do nervo pudendo |
A flexão ativa do joelho contra resistência a 30 e a 90 graus, com palpação, ajuda a avaliar os isquiotibiais proximais.
Estiramento do piriforme sentado
- Paciente sentado e aprumado, joelho estendido, quadril fletido a 90 graus.
- O examinador leva passivamente o quadril em adução e rotação interna.
- Palpa 1 cm lateral ao ísquio (dedo médio) e proximalmente na incisura isquiática (indicador).
- Positivo: recriação da dor posterior no nível do piriforme ou dos rotadores externos, indicando envolvimento do nervo isquiático.
- Os testes ativo e passivo do piriforme são mantidos por 20 segundos.
- Combinado ao teste ativo do piriforme: sensibilidade de 0,91 e especificidade de 0,80.
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