O corte histológico é de tecido periprotético de artroplastia metal-metal falhada, com densos manguitos perivasculares de linfócitos e plasmócitos e poucos detritos metálicos. Segundo Callaghan, é correto afirmar que:

- esse padrão é o habitual nas falhas metal-polietileno e cerâmica-cerâmica, por reação a corpo estranho.
- a intensidade da resposta linfocitária não acompanha de forma consistente a quantidade de detritos metálicos.
- o padrão só é encontrado ao redor de implantes soltos e com desgaste elevado, nunca nos bem fixados.
- trata-se de hipersensibilidade imediata do tipo I, mediada por imunoglobulina E contra o cobalto.
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Conceito-chave
Uma lesão diferente
Willert e Semlitsch descreveram, em próteses metal-metal falhadas, em média 30 meses após a implantação, linfócitos B, plasmócitos e exsudação maciça de fibrina. Esse padrão não era habitual nas falhas metal-polietileno ou cerâmica-cerâmica. A reação recebeu o nome de lesão associada a vasculite asséptica dominada por linfócitos (ALVAL).
Mecanismo provável
Íons de cobalto e cromo formam complexos com proteínas do hospedeiro e podem iniciar reação semelhante à hipersensibilidade tardia do tipo IV, mediada por linfócitos T, favorecendo pseudotumores. A figura mostra o ponto central: muitos linfócitos e pouco metal.
Por que isso importa
| Achado | Consequência |
|---|---|
| Sem correlação consistente entre resposta imune e quantidade de metal | resposta intensa pode ocorrer com poucos detritos |
| Visto em totais e recobrimentos, inclusive em implantes bem fixados | não depende de soltura |
| Infiltração linfocitária pode existir sem falha | achado histológico isolado não é sentença |
| Maior dano e agregados mais densos na suspeita de hipersensibilidade, mesmo sem desgaste alto | o hospedeiro pesa tanto quanto o implante |
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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