Sobre a resposta biológica ao polietileno altamente reticulado, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- discos em bloco do material reticulado liberaram muito menos interleucina 1 e TNF-alfa que os do convencional.
- a metanálise de estudos randomizados mostrou risco relativo de osteólise precoce de 1,4, desfavorável ao reticulado.
- em 150 artroplastias com reticulado de primeira geração, não houve osteólise acetabular entre 7 e 10,5 anos.
- suas partículas são mais inflamatórias por dose, mas o volume total muito menor explica a baixa osteólise clínica.
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Conceito-chave
O paradoxo aparente
O polietileno altamente reticulado pode produzir partículas mais bioativas por unidade de volume, mas gera muito menos volume total de detritos. O resultado clínico predominante é menos desgaste e menos osteólise.
O que mostram as bancadas
| Experimento | Resultado |
|---|---|
| Células cultivadas sobre discos em bloco | interleucina 1 e TNF-alfa semelhantes entre reticulado e convencional |
| Partículas de ensaio pino sobre placa | TNF-alfa elevado com 0,1 µm³ por célula no reticulado, contra 10 µm³ por célula ou mais no convencional |
| Secreção de TNF-alfa e VEGF na mesma dose | partículas reticuladas mais inflamatórias |
O que mostra a clínica
| Estudo | Resultado |
|---|---|
| Randomizado, cabeça de cromo-cobalto | 0,051 contra 0,003 mm por ano (mais de dez vezes menos com 100 kGy) |
| Revisão sistemática | redução de desgaste de 30% |
| Metanálise de randomizados | risco relativo de osteólise precoce de 0,40, favorável ao reticulado |
| 150 artroplastias, 1ª geração, 7 a 10,5 anos | osteólise acetabular em 10,6% |
Por isso ainda não se pode afirmar que o material reduzirá definitivamente as revisões em prazo muito longo.
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