Sobre as características das partículas de desgaste de polietileno e de metal, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- cerca de 90% das partículas de polietileno convencional medem mais de 10 µm, faixa típica das células gigantes.
- as partículas metálicas são uma ordem de grandeza menores, e o par metal-metal gera cerca de 13.500 vezes mais partículas.
- as partículas do polietileno altamente reticulado em simulador são maiores, com média de 2 µm.
- o par metal-metal tem alto volume de desgaste linear, o que explica por si só as reações teciduais.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Tamanho, número e superfície
A biologia da osteólise depende menos do volume perdido pelo implante e mais do número, do tamanho e da área superficial das partículas.
| Origem | Dimensão predominante | Característica biológica |
|---|---|---|
| Polietileno convencional | 0,1 a 2 µm, média de 0,5 µm; 90% abaixo de 1 µm | grande proporção fagocitável, forte estímulo macrofágico |
| Polietileno altamente reticulado | média de cerca de 0,2 µm em simulador | menor volume total, partículas individualmente bioativas |
| Liga de cobalto, cromo e molibdênio | 30 a 100 nm, média abaixo de 50 nm | número enorme, grande área, liberação de íons |
O paradoxo do metal
O par metal-metal tem desgaste linear muito baixo, entre 1,9 e 6,2 µm por ano. Mas as partículas são cerca de uma ordem de grandeza menores que as de polietileno. Resultado: entre 6,7 × 10¹² e 2,5 × 10¹⁴ partículas por ano, cerca de 13.500 vezes mais que um par metal-polietileno convencional. Como o diâmetro médio pode ser ainda menor, esses números podem estar subestimados.
No ambiente biológico, o metal aparece como partículas de desgaste e corrosão, complexos metal-proteína, íons livres, sais e óxidos e até hemossiderina.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo