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Questão de Soltura, osteólise e revisão (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilSoltura, osteólise e revisãoOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre a relação entre o desgaste do polietileno e a osteólise periprotética, segundo Callaghan, é correto afirmar que:

  1. os componentes acetabulares cimentados geram mais partículas que os não cimentados, por abrasão no manto.
  2. a penetração da cabeça no polietileno tende a ser exponencial, com média aproximada de 0,5 mm por ano.
  3. em artroplastias de Charnley por osteonecrose, só o desgaste acima de 1 mm por ano elevou o risco de revisão.
  4. dez anos após a cirurgia, todos os pacientes com penetração média acima de 0,3 mm por ano tinham osteólise.
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Gabarito: D · dez anos após a cirurgia, todos os pacientes com penetração média acima de 0,3 mm por ano tinham osteólise.

Conceito-chave

Do desgaste à soltura

A ligação entre detritos de desgaste, osteólise e soltura asséptica foi estabelecida por Willert, na década de 1980: a histologia de artroplastias falhadas mostrou que a maior parte das partículas era de polietileno de ultra-alto peso molecular. Hoje se reconhece que a maioria das osteólises periprotéticas decorre dessas partículas. Centenas de milhares delas podem ser produzidas em um único ciclo de marcha.

Onde as partículas nascem

  1. Na articulação propriamente dita, entre cabeça e componente acetabular.
  2. Em interfaces modulares, como cone e cabeça ou inserto e concha.
  3. Em áreas de impacto entre colo e bordo do componente.
  4. Em interfaces não articulantes, por abrasão contra osso ou cimento.

Os limiares que caem

DadoValor
Penetração média da cabeçalinear, cerca de 0,2 mm por ano
Osteólise radiográfica universal em 10 anospenetração média acima de 0,3 mm por ano
Maior risco de revisão por soltura (122 Charnley por osteonecrose)desgaste linear acima de 0,1 mm por ano
Cimentado contra não cimentadoo não cimentado pode gerar mais partículas
Osteólise femoral em 503 híbridasaté 24% em 10 anos, mais em pacientes ativos

A osteólise fica silenciosa até se associar a sinovite dolorosa, fratura, falha estrutural ou soltura. Por isso o seguimento radiográfico seriado é obrigatório mesmo no paciente sem queixa.

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