A figura representa a relação entre a cabeça femoral e o componente acetabular em uma articulação metal-metal, em repouso e em movimento. Segundo Callaghan, é correto afirmar que:

- a geometria equatorial, com raio da cabeça maior que o da cúpula, é preferível por aumentar a área de contato.
- a geometria congruente, com raios iguais, é a ideal, por eliminar a folga e impedir a entrada de partículas.
- a articulação deve ser polar, com raio da cabeça menor que o da cúpula, para o movimento arrastar fluido ao espaço articular.
- a folga radial é definida como a diferença entre os diâmetros da cabeça e do componente acetabular.
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Conceito-chave
Três geometrias possíveis
| Geometria | Relação | Consequência |
|---|---|---|
| Polar | raio da cabeça menor que o da cúpula | contato no polo, com entrada de fluido |
| Congruente | raios iguais | sem espaço para o lubrificante entrar |
| Equatorial | raio da cabeça maior que o da cúpula | contato concentrado no equador, mais atrito, mais desgaste e risco para a estabilidade da cúpula |
A diferença entre o raio da cabeça e o raio da cúpula é a folga radial. Na primeira geração, componentes marcados ao mesmo tempo como 19/16 de polegada e 40 mm diferiam cerca de 32 µm, o que podia gerar geometrias não polares. McMinn mostrou que alguns pares testados por Charnley eram anulares (equatoriais) e não deixavam o lubrificante entrar.
Por que polar
Na figura, a folga (R2 menos R1) deixa uma cunha na periferia. Em movimento, a cabeça arrasta fluido para dentro dessa cunha (o ângulo de entrada do lubrificante), formando uma película que impede que toda a carga passe pelo contato direto entre o polo da cabeça e a cúpula. Sem lubrificante, a carga passa pelas asperidades: é a lubrificação limítrofe, com alto atrito, abrasão e adesão.
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