Sobre os tratamentos térmicos e o forjamento da liga de cobalto-cromo-molibdênio, segundo Callaghan, é INCORRETO afirmar que:
- a prensagem isostática a quente elimina a microporosidade e reduz o tamanho e o volume dos carbonetos.
- a homogeneização é feita acima da temperatura eutética, a cerca de 1.240 °C, para fundir os carbonetos.
- o material forjado tem maior resistência à fadiga e teor de carbono reduzido para menos de 0,05%.
- os tratamentos térmicos após a fundição reduzem a segregação e podem refinar os carbonetos em até 50%.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Por que tratar a liga
A condição como fundida resiste bem ao desgaste, mas pouco à fadiga. Para melhorar a fadiga, vieram os tratamentos pós-fundição, que diminuem a segregação, promovem endurecimento intersticial (carbono e nitrogênio na rede cúbica de face centrada), refinam os carbonetos em até 50% e permitem o crescimento dos grãos, além de aumentar alongamento e redução de área nos ensaios de tração.
| Processo | Condições | Efeito |
|---|---|---|
| Homogeneização | 1.170 °C, abaixo da temperatura eutética | equaliza a segregação sem fundir os carbonetos; aumenta a tenacidade |
| Solubilização | 1.240 °C, acima da temperatura eutética | melhora resistência à tração e ductilidade |
| Prensagem isostática a quente (início dos anos 1980) | 1.180 a 1.220 °C, cerca de 1.000 bar, 4 horas, vácuo | elimina a microporosidade, densifica e reduz tamanho e volume dos carbonetos |
| Forjamento | prensas de 300 a 1.000 t, cerca de 1.000 °C, acabamento abaixo de 900 °C | maior resistência à fadiga, grãos pequenos, encruamento, maclação; carbono abaixo de 0,05%; exige usinagem extensa |
O preço: modificar a microestrutura como fundida mexe nos carbonetos que ajudam a resistir ao desgaste. Foi uma das características dos projetos metal-metal malsucedidos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo