O histograma mostra a distribuição das taxas de desgaste em 85 pacientes. Segundo Callaghan, sobre a análise estatística desses dados, é correto afirmar que:

- a distribuição é normal, e a comparação entre grupos deve usar o teste t de Student.
- a média é menor que a mediana, porque os valores baixos de desgaste puxam a distribuição para a esquerda.
- a distribuição é assimétrica, a mediana é menor que a média, e devem ser usados testes não paramétricos, como Mann-Whitney.
- os poucos pacientes com desgaste muito alto devem ser excluídos, para que a distribuição se torne gaussiana.
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Conceito-chave
O desgaste não é gaussiano
As taxas de desgaste não seguem distribuição normal. A maioria dos pacientes se concentra em valores baixos e moderados, e alguns poucos têm desgaste muito alto, formando uma cauda à direita. No histograma:
- a mediana fica à esquerda da média;
- a média é puxada para cima pelos poucos valores extremos.
Consequência estatística
Se a distribuição é assimétrica, presumir normalidade e usar testes paramétricos (como o t de Student) é inadequado. O capítulo recomenda métodos não paramétricos, como o teste de Mann-Whitney. Excluir os pacientes de desgaste alto não é a solução: eles são justamente os que interessam clinicamente, porque são os candidatos a osteólise e revisão.
O que mais deve constar de um estudo
Método de medição, número de dimensões, período usado no cálculo, tratamento da acomodação inicial, viés, precisão e a distribuição estatística. Sem isso, comparar estudos de desgaste é comparar números calculados de formas diferentes.
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