A figura mostra dois vetores de desgaste com a mesma magnitude linear, mas direções diferentes em relação à face do componente acetabular. Segundo Callaghan, é correto afirmar que:

- o volume de desgaste depende apenas do desgaste linear e do raio da cabeça, e não da direção do trajeto.
- o trajeto dirigido ao bordo gera o dobro do volume do trajeto perpendicular à face do componente.
- as fórmulas que assumem ângulo beta de 90 graus superestimam sistematicamente o volume real dos componentes explantados.
- o trajeto perpendicular à face do componente gera cerca do dobro do volume do trajeto dirigido ao bordo.
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Conceito-chave
Do desgaste linear ao volume
O volume de desgaste pode ser estimado a partir do desgaste linear (2D ou 3D), do raio da cabeça e da direção do trajeto em relação à face do componente, definida pelo ângulo beta. Muitos estudos antigos assumiram beta de 90 graus, isto é, trajeto dirigido ao centro do componente. Nesse caso simplificado, o volume é o de um cilindro:
Por que a direção importa
A cabeça que penetra perpendicularmente à face da cúpula "escava" um cilindro inteiro de polietileno. A cabeça que penetra em direção ao bordo sai, em parte, do material: escava aproximadamente metade desse volume.
| Direção do trajeto | Volume relativo |
|---|---|
| Perpendicular à face do componente | 2X (cilindro) |
| Dirigido ao bordo | 1X (cerca da metade) |
Além disso, explantes mostram múltiplos trajetos, impossíveis de representar por uma única direção em radiografias seriadas; nesses casos o cálculo subestima o volume real. A tomografia tridimensional pode ajudar.
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