Sobre o uso de radiografias com carga (em ortostase) ou sem carga (em decúbito) nos estudos de desgaste do polietileno, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- não há consenso, e na comparação prospectiva direta de Moore não houve diferença significativa entre as duas posições.
- as radiografias em ortostase são obrigatórias, porque o decúbito subestima sistematicamente o desgaste em todos os estudos.
- o estudo de Digas demonstrou que a carga explica toda a diferença entre polietileno reticulado e convencional.
- a carga produz efeito reprodutível sobre a posição da cabeça no componente acetabular, segundo todos os autores.
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Conceito-chave
A teoria da ortostase
Em pé, o peso do corpo garante o contato entre a cabeça femoral e o polietileno no momento da radiografia. Em teoria, isso mediria melhor a penetração da cabeça.
O que os estudos mostraram
| Estudo | Achado |
|---|---|
| Vários autores | efeitos significativos e não significativos da carga |
| Smith | mais desgaste medido em pé que deitado |
| Digas (análise radiostereométrica) | 50% de diferença entre reticulado e convencional em pé, mas não deitado; porém as radiografias deitadas foram na 1ª semana e as em pé só após 3 meses |
| Moore (prospectivo, AP da pelve) | sem diferença estatisticamente significativa |
| Outros autores | a carga não tem efeito reprodutível sobre a posição da cabeça |
Não há consenso sobre a necessidade de radiografias em ortostase.
A armadilha do confundimento
No estudo de Digas, posição e tempo pós-operatório mudaram juntos. Comparar uma radiografia precoce deitada com uma tardia em pé mistura carga e tempo, e não permite atribuir a diferença só à carga. O protocolo deve manter posição, projeção e momento comparáveis.
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