A figura compara quatro instrumentos de medição do desgaste quanto à precisão e à acurácia. Segundo Callaghan, o instrumento preciso, mas com viés sistemático, que pode se tornar clinicamente útil após calibração, é o:

- instrumento A, com medidas dispersas e média distante do valor verdadeiro.
- instrumento B, com média próxima do valor verdadeiro, mas grande dispersão.
- instrumento C, com medidas agrupadas, mas deslocadas do valor verdadeiro.
- instrumento D, com medidas agrupadas sobre o valor verdadeiro.
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Conceito-chave
Precisão, viés e acurácia
Um instrumento de medição é avaliado por dois componentes:
- Precisão: a proximidade entre resultados repetidos obtidos em condições semelhantes. É o grau de concordância entre as medições.
- Viés: a diferença consistente, sistemática, entre as medições e o valor de referência.
A acurácia depende da interação dos dois. Um método pode ser muito preciso e, ainda assim, estar sempre afastado do valor verdadeiro.
| Instrumento na figura | Precisão | Viés | Leitura |
|---|---|---|---|
| A | baixa | presente | nem preciso nem acurado |
| B | baixa | média perto do verdadeiro | acerta na média, mas dispersa |
| C | alta | presente | preciso, mas enviesado |
| D | alta | ausente | preciso e acurado |
Por que o C é recuperável
Viés conhecido e estável pode ser corrigido por calibração: basta subtrair o desvio sistemático. Já a falta de precisão não se corrige, porque cada medida erra para um lado diferente. Por isso um método preciso com viés corrigível pode se tornar clinicamente útil; um método impreciso, não.
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