Sobre o uso do cimento ósseo como sistema de liberação de antibióticos, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- a eluição do antibiótico é constante e linear por vários meses, sem pico inicial após o contato com o meio.
- a eluição segue a lei de Fick, por difusão em massa, com concentração máxima nos primeiros minutos de contato.
- o antibiótico ideal para o cimento deve ser hidrofóbico, para não se dispersar na fase líquida da mistura.
- acrescentar antibiótico em maior proporção melhora a homogeneidade e as propriedades mecânicas do cimento.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Buchholz e a gentamicina
Em 1969, Buchholz começou a estudar a capacidade do polimetilmetacrilato de difundir antibióticos, junto com Lodenkämper. Descobriram que nem todos os antibióticos eram liberados da mesma forma, alguns nem eram liberados, mas a gentamicina se difundia de forma constante por longo tempo. Aplicando isso na clínica, Buchholz reduziu a infecção perioperatória de 7% para 1%.
Como o antibiótico sai do cimento
A eluição segue a lei de Fick, por difusão em massa (bulk). Lindner mostrou, e van Sorge confirmou, que a taxa de difusão é máxima nos primeiros minutos após o contato com o meio livre de soluto; a concentração atinge o pico em minutos e depois cai bastante.
O antibiótico candidato
- Ser hidrofílico, para se distribuir uniformemente.
- Suportar o calor da polimerização.
- Não reagir quimicamente com o metilmetacrilato nem com os mediadores da polimerização.
- Sair do cimento em concentração bactericida, ou ao menos inibitória.
- Ser relevante para os patógenos das infecções periprotéticas.
Mexer nas proporções para acrescentar antibiótico pode reduzir a homogeneidade, piorar as propriedades mecânicas e tornar a eluição imprevisível. Na profilaxia, a gentamicina é a mais usada.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo