A figura ilustra a interface entre o manto de cimento e a cortical femoral após a polimerização. Segundo Callaghan, sobre o fenômeno representado, é correto afirmar que:

- a retração do cimento é sempre prejudicial, pois afasta o manto da cortical e reduz a fixação da haste.
- a retração é maior no cimento misturado à mão do que no misturado a vácuo, que praticamente não retrai.
- o cimento misturado a vácuo retrai afastando-se da cortical e em direção à haste, o que permite revascularizar a interface.
- a retração ocorre ao longo das primeiras semanas, à medida que o cimento absorve o líquido intersticial.
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Conceito-chave
A retração: de defeito a virtude
O cimento retrai depois de aplicado, por polimerização, vaporização, temperatura e absorção de água, chegando a até 10% ao longo do tempo. Isso foi visto inicialmente como desvantagem. Depois se mostrou importante para algo essencial: a revascularização do osso na interface osso-cimento, que previne necrose.
Como a retração acontece
- Acontece nos primeiros 4 a 10 minutos após a aplicação.
- Aumenta quando se aplica pressão.
- É maior no cimento misturado a vácuo do que no misturado à mão.
- O cimento a vácuo retrai para longe da cortical e em direção à haste metálica, mas ao mesmo tempo retrai sobre as pequenas trabéculas da cortical interna.
O espaço criado entre cimento e cortical não fica vazio: forma-se uma estrutura trabecular em favo de mel, reforçada por cimento, por onde os pequenos vasos da cortical crescem e revascularizam a interface. É exatamente o que a figura mostra: haste, cimento, a camada em favo de mel e os vasos na cortical.
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