Sobre o desempenho em longo prazo das hastes femorais cimentadas pré-revestidas em comparação com as polidas, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- apesar da vantagem teórica, um estudo mostrou 24% de soltura das pré-revestidas em 8 anos, pior que as polidas.
- as pré-revestidas mostraram a melhor sobrevida, acima de 90% em 27 anos, por ligação rígida com o cimento.
- a haste Exeter polida apresentou sobrevida de cerca de 60% em 27 anos, com soltura asséptica como desfecho.
- o colar cervical das hastes rugosas mostrou benefício clínico consistente ao transferir a carga para o calcar.
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Conceito-chave
A promessa do pré-revestimento
Hastes rugosas, jateadas ou pré-revestidas buscam a fixação shape-closed: o cimento permeia a superfície e cria ligação rígida. Alguns estudos mostraram maior resistência de interface e maior vida em fadiga da interface cimento-haste, com sobrevida melhor em curto e médio prazo. Na teoria, prender a haste ao cimento parece sempre melhor do que deixá-la deslizar.
O que aconteceu em longo prazo
Os resultados clínicos contrariaram a teoria:
| Desenho | Resultado citado |
|---|---|
| Haste pré-revestida | taxa de soltura de 24% em seguimento médio de 8 anos |
| Exeter modular polida | sobrevida de 85,8% a 93,5% em 27 anos, com soltura femoral asséptica como desfecho |
A explicação conecta com a questão anterior: quando a ligação rígida se rompe, e ela tende a se romper, a haste rugosa passa a se mover contra o cimento como uma lixa, gerando detritos e soltura. A haste polida foi desenhada para se mover. Por isso o capítulo conclui que o pré-revestimento é atualmente uma desvantagem para a sobrevida de longo prazo. O colar da haste rugosa da Figura 16.10, pensado para descarregar no calcar, tem desfecho clínico controverso.
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