Em relação aos modos de fixação das hastes femorais cimentadas, segundo Callaghan, é correto afirmar que, na fixação do tipo force-closed (haste polida):
- a superfície fosca permite que o cimento permeie a haste, criando ligação rígida em forma entre os dois.
- a haste subside alguns milímetros dentro do manto e comprime o cimento radialmente até o equilíbrio de forças.
- a subsidência da haste indica falha precoce, por concentrar tensões de tração e cisalhamento no cimento.
- a ligação mecânica entre metal e cimento se mantém durante toda a vida do implante, impedindo a migração.
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Conceito-chave
Dois jeitos de prender a haste no cimento
O cimento faz a ponte entre implante e osso, transferindo carga. A interface haste-cimento pode funcionar de dois modos:
| Force-closed | Shape-closed | |
|---|---|---|
| Superfície | polida (desenho original de Charnley, como a Exeter) | fosca, jateada, com esferas, porosa ou pré-revestida |
| Ligação haste-cimento | não há ligação rígida | ligação rígida, "em forma" |
| Comportamento | a haste subside alguns milímetros nos primeiros anos até o equilíbrio de forças | a haste não deve se mover no cimento |
| Carga no cimento | compressão radial | depende da integridade da ligação |
Por que a haste polida funciona
A ligação mecânica entre metal e polimetilmetacrilato existe no início, mas acaba cessando, e toda haste implantada migra. A haste polida aceita isso: ela microsubside no manto, o cimento viscoelástico relaxa as tensões e passa a ser comprimido radialmente, transmitindo energia ao osso cortical. Como o cimento resiste melhor à compressão do que à tração ou ao cisalhamento, essa migração controlada não gera trincas. Charnley teve resultados melhores com hastes polidas do que com jateadas.
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