Sobre a técnica moderna de cimentação do componente femoral descrita por Callaghan, é correto afirmar que:
- a fresagem agressiva do canal até a cortical aumenta a resistência ao cisalhamento da interface osso-cimento.
- o cimento deve ser aplicado de forma anterógrada, com os dedos, para pressurizar melhor o canal femoral.
- a pressurização do canal femoral é dispensável quando se usa um restritor de cimento distal bem posicionado.
- deve-se preservar cerca de 2 a 3 mm de osso esponjoso forte no canal, para melhor interdigitação com o cimento.
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Conceito-chave
Três gerações de técnica
A cimentação evoluiu em gerações. Na primeira, o canal era curetado, o cimento misturado à mão, introduzido de forma anterógrada com os dedos e pressurizado manualmente. Na segunda, o osso passou a ser irrigado, o cimento entrou por pistola e um restritor distal foi colocado para aumentar a pressão. Na técnica moderna, lavagem pulsátil, pistola e restritor para gerar alta pressão são obrigatórios, com cimento de viscosidade média ou alta.
O passo a passo que cai
- Preparar o canal preservando 2 a 3 mm de osso esponjoso forte, para o cimento se entrelaçar nas trabéculas.
- Lavagem pulsátil para tirar sangue, gordura e trabéculas soltas.
- Não fresar agressivamente: isso reduz a resistência ao cisalhamento da interface osso-cimento.
- Restritor distal, que pode migrar um pouco, mas idealmente fica no lugar sem vazar.
- Mistura a vácuo e aplicação retrógrada por pistola.
- Pressurizador femoral para aumentar a pressão intramedular.
- Centralizador distal, quando o desenho permite.
- Haste imersa a 1 cm por segundo, mantida até o cimento endurecer; retirar o excesso do colo.
A lógica é uma só: o cimento não cola no osso, ele se prende mecanicamente penetrando no esponjoso. Tudo o que limpa os espaços trabeculares e aumenta a pressão melhora essa penetração.
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