O cimento ósseo é fornecido como um sistema de duas partes, pó e líquido. Segundo Callaghan, parte do metilmetacrilato já vem polimerizada no pó para:
- acelerar a presa, encurtando o tempo de trabalho disponível para a inserção da haste femoral.
- aumentar a porosidade da massa, o que melhora a interdigitação com o osso esponjoso.
- limitar a retração da polimerização dos monômeros e reduzir a energia exotérmica liberada.
- permitir a eluição de antibióticos, que só se difundem a partir das esferas já polimerizadas.
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Conceito-chave
Do que o cimento é feito
O cimento ósseo é o polimetilmetacrilato, o mesmo polímero conhecido como Plexiglas, inventado no início dos anos 1900. Charnley descreveu seu uso como meio de ancoragem da prótese femoral em 1960. O produto chega à sala em duas partes:
| Componente | Conteúdo |
|---|---|
| Pó | polimetilmetacrilato já polimerizado, metilmetacrilato e peróxido de benzoíla (o iniciador) |
| Líquido | metilmetacrilato, o monômero |
Quando pó e líquido se misturam, o peróxido de benzoíla inicia a polimerização: o monômero vira polímero, a viscosidade sobe e, ao fim da reação, a massa fica rígida. Essa reação tem dois efeitos colaterais inevitáveis. O polímero ocupa menos espaço que o monômero, então a massa retrai. E a reação libera calor, ou seja, é exotérmica.
Por que vir parte do polímero pronta
Se todo o material precisasse polimerizar dentro do paciente, a retração e o calor seriam proporcionais à quantidade total de monômero. Fornecer parte do polímero já formado, em pequenas esferas, diminui a fração que reage in situ. Resultado: menos retração e menos energia térmica liberada junto ao osso.
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