Um paciente de 26 anos, vítima de uma queda de laje, deu entrada na emergência com incapacidade de deambular e dor na região sacra e púbica. Foi encaminhado aos exames radiográficos e tomográficos, que evidenciaram uma dissociação entre a linha ilioisquiática e a gota de lágrima de Kolher. O resultado desse exame sugere:
- instabilidade vertical da pelve;
- fratura da superfície quadrilátera;
- fratura das duas colunas acetabulares;
- afundamento acetabular central;
- fratura luxação sacroilíaca.
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Conceito-chave
A pista do caso é a dissociação entre a linha ilioisquiática e a lágrima, que sugere fratura da superfície quadrilátera, alternativa B. A dor sacra e púbica após a queda pede avaliação ampla, mas não muda o significado anatômico desses dois contornos.
No AP, a ilioisquiática se forma pela tangência à quadrilátera posterior, e o ramo medial da lágrima inclui a quadrilátera anteroinferior e o canal obturatório. A superposição normal decorre dessa origem relacionada. A fratura dessa superfície ou a rotação da hemipelve pode desfazer a relação (Rockwood, 10ª ed., cap. 51, “Radiografias”).
O sinal localiza uma suspeita; não entrega toda a classificação. A TC deve mostrar extensão, rotação e continuidade das colunas. Ambas as colunas exige demonstrar que nenhuma superfície articular permanece ligada ao ílio intacto, algo que a dissociação isolada não prova.
Da mesma forma, a separação de duas linhas no AP não deve ser convertida automaticamente em instabilidade vertical do anel ou fratura-luxação sacroilíaca. Essas hipóteses dependem da avaliação de suas estruturas e de seu deslocamento.
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