Na luxação traumática do quadril com lesão do nervo ciático, transferências tendinosas não devem ser realizadas antes de um ano de evolução.
- Certo
- Errado
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O nervo em risco. Na luxação traumática do quadril, sobretudo posterior, o nervo ciático pode sofrer estiramento, contusão ou lesão associada à fratura acetabular. O componente fibular costuma ser mais vulnerável; sua disfunção pode produzir pé caído. É fundamental documentar força de dorsiflexão, sensibilidade e pulsos antes e depois da redução, que deve ser urgente.
Tempo de recuperação. Parte das neuropatias traumáticas recupera função espontaneamente ao longo de meses. Órtese para o tornozelo, fisioterapia e reavaliações seriadas evitam quedas e contraturas enquanto se acompanha a evolução. Exame eletrofisiológico e avaliação especializada ajudam a distinguir recuperação em curso de déficit persistente. Uma lesão aberta ou compressiva identificável pode exigir intervenção neural mais precoce; isso é diferente de transferência tendinosa.
Quando transferir tendão. Se a dorsiflexão não retorna e o déficit se estabiliza, uma transferência, frequentemente do tibial posterior, pode restaurar elevação ativa do pé. Costuma-se aguardar em torno de um ano antes dessa reconstrução definitiva para não sacrificar desnecessariamente um músculo doador enquanto ainda há chance de recuperação neural. O prazo não substitui julgamento individual nem justifica adiar investigação de lesão reparável.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo