No tratamento da fratura do colo do fêmur, a prótese bipolar apresenta menor incidência de luxação e de protrusão, em relação à unipolar.
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Conceito-chave
Uma ou duas articulações. Na hemiartroplastia unipolar, a cabeça protética se move diretamente contra o acetábulo nativo. A bipolar acrescenta uma articulação interna entre uma cabeça menor e a carcaça externa. A hipótese mecânica é repartir o movimento e reduzir atrito acetabular, o que poderia diminuir erosão e protrusão ao longo do tempo.
O que os estudos mostram. Essa vantagem biomecânica não equivale a benefício clínico comprovado em todos os desfechos. Ensaios e revisões encontraram resultados parecidos entre bipolar e unipolar para luxação e várias complicações; a articulação interna também pode perder mobilidade com o uso. A luxação depende muito da via de acesso, integridade dos tecidos, posicionamento, cognição e reabilitação, não só do número de articulações do implante.
Escolha da operação. Na fratura desviada do colo femoral, a decisão entre hemiartroplastia e prótese total depende das condições clínicas, mobilidade prévia, expectativa funcional e estado do acetábulo. Dentro da hemiartroplastia, o possível benefício da bipolar deve ser ponderado com custo e evidência disponível. Protrusão é migração medial por desgaste ou insuficiência acetabular e não é sinônimo de luxação.
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