São indicações primárias de enxerto ósseo vascularizado no fêmur: a osteonecrose da cabeça do fêmur e a pseudartrose infectada.
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Conceito-chave
O que o enxerto vascularizado acrescenta. O enxerto livre de fíbula leva osso estrutural junto com pedículo sanguíneo, que precisa ser anastomosado aos vasos receptores. Diferentemente de um enxerto sem circulação própria, ele oferece suporte mecânico e um aporte biológico mesmo em leitos com vascularização comprometida. O custo é uma operação microcirúrgica, com morbidade da área doadora e necessidade de proteção até a integração e hipertrofia do enxerto.
Osteonecrose da cabeça femoral. Em pacientes selecionados, sobretudo antes do colapso articular avançado, a fíbula vascularizada pode ser introduzida na cabeça após descompressão e retirada do osso necrótico. A intenção é preservar a articulação, estimular reparo e sustentar o segmento subcondral. Extensão da necrose, estágio, sintomas e condição da cartilagem pesam na indicação; não é uma solução universal para coxartrose estabelecida.
Pseudartrose infectada do fêmur. Quando há falha de consolidação associada a infecção e perda óssea relevante, o enxerto vascularizado pode integrar uma reconstrução de salvamento. Isso não dispensa desbridamento, controle microbiológico, cobertura de partes moles e estabilidade mecânica. Em defeitos pequenos e bem vascularizados, outras técnicas menos complexas podem ser suficientes.
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