A coxartrose secundária ao acetábulo protruso (OTTO pelvis) ocorre com mais freqüência bilateralmente e em mulheres jovens.
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Conceito-chave
O que é a protrusão acetabular. É o deslocamento da parede medial do acetábulo, junto com a cabeça femoral, para dentro da pelve. Na radiografia em AP, o critério clássico é a linha medial do acetábulo (fundo) cruzando a linha ilioisquiática (linha de Köhler): mais de 3 mm no homem e mais de 6 mm na mulher. O ângulo centro-borda de Wiberg costuma ser muito aumentado (acima de 40°), e a cobertura femoral é excessiva.
Primária e secundária.
| Tipo | Características |
|---|---|
| Primária (pelve de Otto, artrocatadise) | Idiopática; bilateral com frequência; predomina em mulheres; pode começar na adolescência |
| Secundária | Artrite reumatoide, espondilite anquilosante, osteomalacia, doença de Paget, síndrome de Marfan, Ehlers-Danlos, trauma (fratura do acetábulo), prótese com migração |
A forma primária foi descrita por Otto em 1824 a partir de uma pelve anatômica. Por ser bilateral e predominar em mulheres, a associação clássica da prova é bilateral e feminina.
Como a protrusão leva à coxartrose. O acetábulo profundo prende a cabeça femoral: há impacto em pinça (cobertura excessiva) entre o colo e a borda acetabular, o movimento fica limitado (sobretudo rotação e abdução), e a carga se concentra na região medial. A artrose costuma ser de padrão medial (central), diferente da artrose superolateral da displasia.
Clínica e tratamento. Rigidez progressiva, perda da rotação interna e abdução. Em jovens com protrusão leve, pode-se considerar artroscopia ou osteotomia; na artrose estabelecida, artroplastia total com enxerto ósseo no fundo acetabular para restaurar o centro de rotação, que deve ser lateralizado até a linha de Köhler.
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