Na osteonecrose do quadril, a técnica de descompressão diminui a pressão intra-óssea, melhora a vascularização e impede a progressão da doença.
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Conceito-chave
A osteonecrose da cabeça femoral. A interrupção do fluxo sanguíneo para o osso subcondral (por corticoide, álcool, anemia falciforme, doença de Caisson, trauma, coagulopatias ou causa idiopática) causa morte dos osteócitos e da medula. O osso morto mantém a forma enquanto a cartilagem está íntegra, mas o processo de reparo reabsorve o osso necrótico mais rápido do que forma osso novo. A região perde resistência, surge uma fratura subcondral (o sinal do crescente) e a cabeça colapsa, levando à artrose.
A ideia da descompressão central (core decompression). Uma das hipóteses é que a pressão intraóssea elevada (como numa síndrome compartimental do osso) piora a isquemia. A descompressão consiste em perfurar o colo até a lesão com uma broca ou múltiplas perfurações finas, com o objetivo de:
- reduzir a pressão intraóssea;
- estimular a revascularização e o reparo;
- aliviar a dor.
Frequentemente se associa enxerto ósseo, concentrado de medula óssea ou células.
O que a evidência mostra.
- Tem melhores resultados nos estágios iniciais, antes do colapso (Ficat I e II, Steinberg I e II), e em lesões pequenas (menos de 15 a 30% da cabeça).
- Mesmo nesses casos, parte dos pacientes progride para o colapso e precisa de artroplastia.
- Após o colapso subcondral, a descompressão isolada tem resultados ruins.
Por isso, a afirmação é exagerada. A descompressão diminui a pressão intraóssea e pode favorecer a revascularização e retardar a evolução, mas não impede a progressão da doença de forma garantida.
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