Na artroplastia total do quadril, a ocorrência de ossificação heterotópica é mais frequente quando o acesso utilizado é o
- posterior.
- póstero-lateral.
- ântero-lateral.
- transtrocanteriano.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Ossificação heterotópica após artroplastia total do quadril. É a formação de osso lamelar maduro nas partes moles ao redor da articulação. Ocorre em cerca de 15% a 50% das artroplastias, mas é clinicamente significativa (rigidez, dor) em uma minoria (cerca de 3% a 7%, graus III e IV de Brooker).
Fatores de risco.
- Do paciente: ossificação heterotópica prévia (o maior fator de risco), espondilite anquilosante, hiperostose esquelética idiopática difusa (DISH), artrose hipertrófica, sexo masculino, doença de Paget.
- Cirúrgicos: trauma muscular extenso, especialmente dos abdutores (glúteos médio e mínimo), que ocorre nos acessos anterolateral e lateral direto (Hardinge); restos ósseos e sangue nas partes moles; tempo cirúrgico prolongado; osteotomia trocantérica.
Classificação de Brooker.
| Grau | Descrição |
|---|---|
| I | Ilhas ósseas nas partes moles |
| II | Esporões da pelve ou do fêmur com mais de 1 cm entre si |
| III | Esporões com menos de 1 cm entre si |
| IV | Anquilose aparente |
Prevenção (em pacientes de alto risco).
- Anti-inflamatórios (indometacina ou outros AINEs) por algumas semanas.
- Radioterapia em dose única (7 a 8 Gy) no pré-operatório imediato (até 24 horas antes) ou no pós-operatório precoce (até 72 horas).
- Técnica cirúrgica cuidadosa, lavagem dos restos ósseos.
Tratamento da ossificação estabelecida. Ressecção cirúrgica apenas quando há limitação importante, após a maturação (geralmente 6 a 12 meses, com cintilografia estabilizada), associada a profilaxia.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo