Na luxação traumática do quadril do adulto, a complicação tardia mais frequente é a
- osteoartrose.
- ossificação heterotópica.
- disfunção do nervo isquiático.
- necrose avascular da cabeça do fêmur.
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Conceito-chave
Luxação traumática do quadril no adulto. Exige trauma de alta energia (acidente automobilístico com o joelho batendo no painel, queda de altura). Cerca de 90% são posteriores, frequentemente associadas a fraturas da parede posterior do acetábulo e da cabeça femoral (Pipkin).
Urgência. A redução deve ser feita o mais rápido possível, idealmente em até 6 horas, para reduzir o risco de osteonecrose.
Complicações.
| Complicação | Frequência aproximada | Observação |
|---|---|---|
| Artrose pós-traumática | A mais frequente, até 20% nas luxações simples e muito mais nas fraturas-luxações | Lesão da cartilagem no momento do trauma, fragmentos, incongruência |
| Osteonecrose da cabeça femoral | 2% a 17% (maior com redução tardia) | A mais temida; geralmente aparece nos dois primeiros anos |
| Lesão do nervo isquiático | 8% a 20% nas luxações posteriores | Divisão fibular mais afetada; recuperação parcial em muitos |
| Ossificação heterotópica | Variável | Mais após cirurgia pela via posterior |
| Recidiva da luxação | Rara | Associada a fraturas da parede posterior |
Por que a artrose é a mais frequente. Mesmo sem fratura, o impacto da cabeça contra a borda acetabular lesa a cartilagem; fragmentos osteocondrais, lesões da cabeça e incongruências residuais aceleram a degeneração ao longo dos anos.
Após a redução. Tomografia para identificar fragmentos intra-articulares e fraturas associadas; cirurgia se houver incongruência, fragmentos interpostos ou instabilidade.
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