A luxação pura mais comum do quadril ocorre com a articulação em
- adução, flexão e rotação medial.
- adução, extensão e rotação lateral.
- abdução, flexão e rotação medial.
- abdução, extensão e rotação lateral.
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Conceito-chave
Luxação traumática do quadril: a posição define a lesão. O quadril é uma articulação muito estável (cabeça profundamente encaixada, lábio, cápsula espessa). Luxá-lo exige alta energia, classicamente o trauma do painel do carro: o joelho bate no painel com o quadril fletido, e a força é transmitida pelo fêmur até a cabeça.
Posterior x anterior. Cerca de 90% das luxações são posteriores. As anteriores ocorrem com o quadril em abdução e rotação lateral (forçada).
O que decide se é luxação pura ou fratura-luxação. A posição do quadril no momento do impacto:
| Posição do quadril | Resultado |
|---|---|
| Flexão, adução e rotação medial | Luxação posterior pura: a cabeça sai por trás sem atingir a parede posterior |
| Flexão com menos adução (posição neutra ou abdução) | Fratura-luxação: a cabeça bate na parede posterior do acetábulo e a fratura |
| Abdução e rotação lateral | Luxação anterior |
Na adução, a cabeça aponta para fora da borda posterior do acetábulo e escapa sem colidir com a parede. Quanto mais abduzido, mais a cabeça se projeta contra a parede posterior.
Classificação de Thompson e Epstein (posterior). I: luxação pura ou com fragmento mínimo; II: com fragmento grande da parede posterior; III: parede cominuída; IV: com fratura do assoalho; V: com fratura da cabeça femoral (Pipkin).
Urgência. Redução em até 6 horas reduz o risco de osteonecrose da cabeça. Avaliar o nervo isquiático (lesão em 10% a 20%, sobretudo divisão fibular) antes e depois da redução e fazer tomografia após a redução para fragmentos intra-articulares e fraturas associadas.
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