Sobre a confiabilidade clínica das cerâmicas, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- As falhas da primeira geração decorreram sobretudo do par cerâmico, e não do desenho ou da fixação.
- Em mais de 65 mil artroplastias entre 2000 e 2012, a taxa de fratura cerâmica ficou em cerca de 3%.
- Entre 2000 e 2012, 65.177 artroplastias tiveram 24 fraturas, cerca de 0,036% dos casos.
- A fratura moderna é um evento espontâneo do material, sem relação com o cone ou o assentamento.
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Conceito-chave
O medo da fratura e a realidade atual
O grande receio com as cerâmicas sempre foi a fratura. A história mostra que esse risco caiu muito.
| Período | Situação |
|---|---|
| Primeira geração (anos 1970) | muitas revisões, mas sobretudo por problemas de desenho e fixação (implantes sem superfície adequada para o crescimento ósseo), e não pelo par cerâmico; sem normas uniformes, fraturas entre cerca de 3% e 5% |
| 2000 a 2012 | 65.177 artroplastias, 24 fraturas, cerca de 0,036% |
| Outra grande série | 52 mil articulações cerâmicas, taxas ainda menores |
A fratura moderna tem causa
Quando acontece, a fratura raramente é espontânea. Deve-se procurar:
- cone da haste sujo ou danificado;
- inserto acetabular mal assentado ou inclinado;
- carcaça metálica deformada;
- componentes incompatíveis de fabricantes diferentes;
- sobrecarga ou trauma.
Esses fatores criam concentração de tensão num material que não deforma antes de quebrar.
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