Sobre os implantes de metal sobre metal, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Geram partículas maiores que as do polietileno, pouco transportadas pelo organismo.
- Cobalto sérico acima de 60 µg/L associou-se a cobaltismo, com cardiomiopatia e perda visual e auditiva.
- No recapeamento, homens jovens com componentes grandes têm maior incidência de pseudotumor.
- A revisão para metal sobre polietileno normaliza os íons séricos de cobalto e cromo imediatamente após a cirurgia.
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Conceito-chave
A promessa e o problema do metal sobre metal
No par metal sobre metal, cabeça e copa são de cobalto e cromo. Ele ressurgiu com duas promessas: menos desgaste em volume e cabeças grandes, mais estáveis. O problema estava no tipo de partícula.
As partículas
São nanométricas, de cerca de 10 a 120 nanômetros, muito menores que as de polietileno e produzidas em número muito maior. Por serem tão pequenas, viajam pelo organismo e liberam íons de cobalto e cromo, tóxicos para as células e capazes de provocar reações imunes.
Reações locais
Metalose (tecido escurecido pelo metal), dor, vasculite linfocítica asséptica, pseudotumores (massas inflamatórias ao redor da prótese) e necrose muscular.
| Grupo de maior risco no recapeamento |
|---|
| mulheres |
| componentes pequenos |
| displasia |
| idade abaixo de 40 anos |
Componentes pequenos têm cobertura menor e maior tendência a carga de borda, que acelera o desgaste.
Reação sistêmica: cobaltismo
Com cobalto sérico acima de 60 µg/L, alguns pacientes desenvolveram intoxicação: cardiomiopatia, perda visual e auditiva, neuropatia, convulsões e declínio cognitivo.
Depois da revisão
Trocando o par de atrito, o cobalto cai de forma significativa e os sintomas melhoram, mas o excesso de íons não desaparece de imediato.
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