Sobre as cabeças femorais de zircônia estabilizada por ítrio, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- A transformação tetragonal para monoclínica reduz a resistência e aumenta a rugosidade da cabeça.
- Têm tenacidade à fratura menor que a da alumina, motivo pelo qual foram substituídas por ela.
- Tiveram sobrevida superior à da alumina, e o recolhimento de 2001 decorreu de falha de marketing.
- São estáveis em qualquer temperatura, dispensando estabilização por outros óxidos.
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Conceito-chave
A promessa da zircônia
A zircônia (dióxido de zircônio) foi usada em cabeças femorais como sucessora da alumina. A vantagem: é mais tenaz (resiste melhor à propagação de trincas) e tem maior resistência à flexão.
A instabilidade
A zircônia é intrinsecamente instável. Precisa ser estabilizada com óxido de ítrio, que mantém os cristais na forma tetragonal. Essa forma é só metaestável: com o tempo, na presença de água e na temperatura do corpo, pode virar monoclínica. É a degradação em baixa temperatura.
| Efeito da transformação | Consequência |
|---|---|
| Cristais monoclínicos ocupam mais volume | microtrincas e grãos arrancados |
| Superfície mais rugosa | mais desgaste do polietileno, mais osteólise |
| Menor resistência | fraturas; numa cabeça fraturada, a fase monoclínica chegava a 60% perto do cone |
O desfecho
| Dado | Valor |
|---|---|
| Allain, zircônia sobre polietileno | muita osteólise; sobrevida de 63% em oito anos |
| 2001 | maior fabricante recolheu lotes por problema no processamento térmico, após muitas fraturas |
A solução foi o compósito de alumina com zircônia (como a cerâmica Delta): a alumina é o componente principal e a zircônia reforça sem a instabilidade da zircônia pura.
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