Sobre o cimento ósseo de polimetilmetacrilato, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Tem propriedades adesivas próprias, e por isso Charnley o descreveu como uma cola óssea.
- Porosidade, excesso de radiopacificante ou antibiótico e proporção errada reduzem sua resistência.
- O componente líquido contém o polímero já polimerizado e o sulfato de bário radiopaco.
- A polimerização é endotérmica, sem risco de lesão térmica do osso mesmo em mantos muito espessos.
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Conceito-chave
Cimento não é cola
O cimento ósseo é o polimetilmetacrilato (PMMA), um acrílico. Ele não tem propriedade adesiva própria. Charnley o descreveu como material de preenchimento: entra nas irregularidades do osso esponjoso ainda mole, endurece e trava a prótese por encaixe mecânico, como um rejunte.
Os dois componentes
| Componente | Conteúdo |
|---|---|
| Pó | polímero já polimerizado (esferas de acrílico), peróxido de benzoíla (iniciador) e radiopacificante (sulfato de bário ou dióxido de zircônio) |
| Líquido | monômero e substâncias que controlam a velocidade da reação |
O que enfraquece o cimento
| Fator | Mecanismo |
|---|---|
| Porosidade | bolhas concentram tensão e iniciam trincas; reduz-se misturando a vácuo |
| Excesso de radiopacificante | partículas que não participam da matriz |
| Muito antibiótico | idem, interrompendo a continuidade do polímero |
| Proporção errada pó e líquido | polimerização incompleta |
O calor
A polimerização é exotérmica. Num manto fino junto a uma prótese metálica, parte do calor se dissipa pelo metal. Mantos muito espessos ou cimento penetrando muito no osso podem causar necrose térmica.
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