A figura mostra componentes de cerâmica sobre cerâmica recuperados, com o desgaste em faixa marcado em azul na cabeça femoral e, à esquerda, a microscopia da região. Segundo Callaghan, esse padrão é atribuído principalmente a:

- Oxidação subsuperficial da cerâmica, com banda branca cerca de 1 mm abaixo da superfície.
- Transformação tetragonal para monoclínica da alumina pura, com aumento da rugosidade.
- Corrosão em fresta na conexão cônica, com liberação de íons para a superfície articular.
- Carga na borda, por microseparação no balanço e retorno excêntrico no contato do calcanhar.
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Conceito-chave
Uma faixa que conta como a cabeça se moveu
Cerâmica sobre cerâmica tem desgaste linear muito baixo, mas não é imune a falhas. Componentes recuperados às vezes mostram desgaste concentrado numa faixa estreita, onde a microscopia revela a remoção completa de grãos cerâmicos.
A explicação mais aceita é a carga na borda. Durante a fase de balanço da marcha, os centros da cabeça e do inserto se separam um pouco. No contato do calcanhar, a cabeça volta de forma excêntrica e bate na borda do inserto, sempre na mesma região, esculpindo a faixa.
A faixa e o ruído
O desgaste em faixa também foi ligado ao ruído agudo de algumas articulações cerâmicas, relatado de menos de 1% até 20% conforme a série. Posição dos componentes, desenho do colo, obesidade e idade menor também foram implicados, e Stanat e Restrepo concluíram que o mau posicionamento sozinho não explica o fenômeno.
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