O gráfico mostra o efeito da dose de radiação sobre a tenacidade ao impacto e a taxa de desgaste do polietileno de ultra-alto peso molecular. Segundo Callaghan, é correto afirmar que:

- Doses crescentes aumentam a tenacidade e reduzem o desgaste de forma linear e sem limite.
- Acima de 100 kGy o desgaste volta a subir, e por isso os materiais comerciais usam doses maiores.
- O desgaste cai muito nas doses iniciais, com ganho menor acima de 100 kGy e perda de tenacidade.
- A tenacidade fica constante em qualquer dose, e só o desgaste varia com a radiação aplicada.
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Conceito-chave
Duas curvas que descem juntas
A reticulação foi a defesa mais eficaz contra o desgaste do polietileno. A radiação rompe ligações, e sem oxigênio os radicais se reconectam a cadeias vizinhas, formando uma rede mais interligada. No gráfico, a curva vermelha mostra o desgaste despencando nas doses iniciais.
Mas a curva azul cai junto: a tenacidade ao impacto diminui à medida que a dose aumenta. McKellop mostrou que acima de cerca de 100 kGy o ganho em desgaste fica cada vez menor, enquanto a perda mecânica continua. Por isso os materiais comerciais refundidos raramente passam de 100 kGy.
O resultado clínico
Mesmo assim, o benefício no organismo foi grande. Em cinco anos, o desgaste médio do altamente reticulado foi de 0,05 mm por ano, contra 0,26 mm por ano do convencional, com queda acentuada da osteólise.
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