A figura mostra os trajetos da cabeça femoral sobre o polietileno durante a marcha, com razão de aspecto grande (A) e pequena (B), e a relação com o desgaste linear (C). Segundo Callaghan, é correto afirmar que:

- Trajetos lineares e alongados geram mais desgaste, por concentrar a carga numa faixa estreita.
- A razão de aspecto do trajeto não tem relação com o desgaste linear do inserto de polietileno.
- Trajetos mais circulares, de menor razão de aspecto, associam-se a maior desgaste linear.
- O movimento multidirecional gera de 2 a 100 vezes menos partículas que o unidirecional.
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Conceito-chave
A forma do movimento importa para o desgaste
O polietileno se desgasta de modo diferente conforme o caminho que a cabeça percorre sobre ele. Quando o movimento é linear e repetido na mesma direção, as cadeias do polímero se alinham e a superfície endurece nesse sentido. Quando o trajeto é circular ou tortuoso, a cabeça cruza essas cadeias alinhadas por vários lados e arranca partículas com mais facilidade.
Bragdon e Calonius mostraram em laboratório, e Turell e Davey confirmaram em componentes recuperados, que quanto menor a razão de aspecto do trajeto, maior o desgaste. No gráfico C, a taxa de desgaste linear sobe com o inverso da razão de aspecto.
O mesmo vale para metal
O capítulo generaliza: seja polietileno ou íons metálicos, o movimento unidirecional produz de 2 a 100 vezes menos partículas que o multidirecional em laboratório. A cinemática da prótese, e não só o material, decide a longevidade.
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