A figura compara o arco de movimento de um componente acetabular retrovertido (A) e de um antevertido (B), com o colo femoral impactando a borda nos extremos. Segundo Callaghan, é correto afirmar que:

- Aumentar a anteversão amplia tanto a flexão quanto a extensão antes do impacto do colo.
- Aumentar a anteversão amplia a flexão, mas à custa da extensão, com impacto do colo na borda.
- A retroversão amplia a flexão e reduz a extensão, protegendo o quadril contra a luxação posterior.
- A versão acetabular não altera o arco, que depende apenas do diâmetro da cabeça femoral.
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Conceito-chave
A versão desloca o arco, não o amplia
O arco de oscilação do colo dentro da cavidade tem um tamanho limitado. Girar o componente para a frente ou para trás não cria movimento novo: apenas desloca esse arco. Na figura, o componente antevertido abre mais espaço para a flexão (verde) e, em troca, o colo encontra a borda mais cedo na extensão (amarelo).
É por isso que a anteversão aumenta a flexão ao custo da extensão. Nos extremos, o colo bate na borda e passa a funcionar como fulcro, podendo alavancar a cabeça para fora da cavidade.
O excesso também cobra
O modelo de Higa mostrou que o ganho de flexão com a anteversão cresce até cerca de 10 a 20 graus e depois diminui, e que componentes antevertidos mais de 20 graus ficam sob risco muito maior de luxação em flexão. D'Lima, por sua vez, recomendou 45 a 55 graus de abdução acetabular como o melhor equilíbrio entre amplitude e estabilidade.
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