Sobre a marcha e a função antes e depois da artroplastia total do quadril, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- A força melhora até 2 anos sem igualar os controles, e a velocidade da marcha segue 20% menor.
- Aos 10 anos, a marcha se normaliza e somem as diferenças de amplitude e de passada.
- Pacientes com menos de 65 anos alcançam velocidade normal de marcha, ao contrário dos idosos.
- No pré-operatório, cerca de 20% dos pacientes apresentam marcha de Trendelenburg positiva.
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Conceito-chave
A prótese tira a dor, mas não devolve um quadril normal
A artroplastia alivia muito a dor e melhora a função, mas parte das limitações de antes persiste.
| Momento | Achados |
|---|---|
| Pré-operatório | força isométrica cerca de 30% menor que a de pessoas saudáveis; cerca de 80% com marcha de Trendelenburg positiva, ligada à pouca atividade dos glúteos médio e máximo |
| Até 2 anos | força de abdução, flexão e extensão melhora, mas não iguala a dos controles |
| Marcha | velocidade cerca de 20% menor |
| Idade | sem diferença entre menores e maiores de 65 anos |
| 10 anos | lados simétricos, mas amplitude na marcha, extensão máxima e comprimento da passada continuam reduzidos |
Marcha de Trendelenburg: no apoio sobre o lado doente, a pelve cai do lado oposto (ou o tronco se inclina sobre o quadril doente) por fraqueza dos abdutores.
A lição
Aliviar a dor e cicatrizar não basta. A fraqueza muscular acumulada durante anos de artrose não se resolve sozinha, nem nos mais jovens. O fortalecimento muscular e o treino da marcha precisam começar cedo e ser mantidos.
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