Sobre o uso de bengala na mão contralateral ao quadril acometido, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Reduz a força máxima de contato em cerca de 56%, formando um binário de forças com os abdutores.
- Reduz a força máxima de contato em cerca de 15%, sem alterar a atividade eletromiográfica do glúteo médio.
- Deve ficar na mão do mesmo lado do quadril operado para formar o binário de forças.
- Diminui a atividade do glúteo médio dos dois lados, protegendo também o quadril oposto.
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Conceito-chave
Os músculos pesam mais que o corpo
No apoio unipodal, os abdutores precisam fazer muita força para manter a pelve nivelada. Como essa força comprime a articulação, os músculos são o principal componente da força de contato, mais que o próprio peso.
Como a bengala ajuda
A bengala vai na mão do lado oposto ao quadril doente. Ao empurrá-la contra o chão, o solo devolve uma força para cima, longe do quadril doente, que ajuda a sustentar a pelve do lado sem apoio. Bengala e abdutores passam a funcionar como um binário de forças: cada um faz parte do trabalho. Os abdutores fazem menos força, e a carga cai muito.
| Efeito | Valor |
|---|---|
| Força máxima de contato no quadril | redução de cerca de 56% |
| Pressões acetabulares | redução de 28% a 40% |
| Atividade elétrica do glúteo médio do lado doente | redução de 26% a 31% |
Por que a mão oposta
A força da bengala precisa ficar longe do centro do quadril para ter braço de alavanca grande. Na mão do mesmo lado, ela ficaria perto do quadril e quase não ajudaria a equilibrar a pelve.
O efeito colateral
Com a bengala na mão contralateral, o glúteo médio do outro lado trabalha mais. O uso prolongado pode sobrecarregar o quadril saudável.
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