Na abertura do canal inguinal durante a via ilioinguinal, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- A artéria epigástrica inferior cruza a borda lateral do anel inguinal profundo e deve ser preservada.
- A artéria epigástrica inferior cruza o assoalho do canal na borda medial do anel profundo e deve ser ligada.
- O nervo cutâneo femoral lateral cruza a região cerca de 5 a 7 cm lateralmente à espinha ilíaca ântero-superior.
- A fáscia transversalis é ressecada por completo, sem deixar retalho para o fechamento da parede.
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Conceito-chave
Atravessar o canal inguinal
A parte medial da via ilioinguinal passa pelo canal inguinal, por onde passa o funículo espermático no homem ou o ligamento redondo do útero na mulher.
Passo a passo
- Incisar a aponeurose do oblíquo externo logo acima do ligamento inguinal, até o anel superficial.
- Isolar o funículo (ou ligamento redondo) com um dreno.
- Identificar o nervo ilioinguinal, que atravessa o oblíquo interno.
- Cortar as fáscias do oblíquo interno e do transverso junto à inserção, por baixo do funículo.
- Incisar a fáscia transversalis deixando um pequeno retalho de alguns milímetros para fechar a parede no fim e evitar hérnia.
Os dois cuidados
| Estrutura | Localização | Conduta |
|---|---|---|
| Artéria epigástrica inferior | cruza o assoalho do canal na borda medial do anel inguinal profundo | identificar e ligar antes de ampliar a abertura |
| Nervo cutâneo femoral lateral | cerca de 1 a 3 cm medial à espinha ilíaca anterossuperior | preservar; lesão causa meralgia parestésica |
Se a epigástrica inferior for arrancada em vez de ligada, o coto se retrai para dentro da pelve e sangra num lugar de difícil controle.
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