Na via ilioinguinal, a fáscia iliopectínea é considerada o marco decisivo da dissecção profunda porque:
- Separa o compartimento do iliopsoas e nervo femoral do compartimento dos vasos ilíacos externos.
- Separa o funículo espermático dos vasos epigástricos inferiores no assoalho do canal inguinal.
- Marca o ponto em que o nervo cutâneo femoral lateral cruza, 1 a 3 cm medial à espinha ilíaca.
- Separa a face externa do ílio da tábua interna, permitindo acesso às duas colunas ao mesmo tempo.
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Conceito-chave
A fáscia iliopectínea separa duas passagens: iliopsoas e nervo femoral na lacuna muscular, lateral; vasos ilíacos externos na lacuna vascular, medial. É a alternativa A. Sua abertura é um passo para alcançar a quadrilátera e a pelve verdadeira.
Não se trata de separar duas tábuas ósseas. O marco organiza a dissecção em torno de músculos, nervos e vasos que precisam ser afastados com cuidado. Na janela média, o iliopsoas e o femoral vão para lateral, enquanto os vasos são afastados medialmente (Rockwood, 10ª ed., cap. 51, “Ilioinguinal”).
Conhecer os compartimentos explica o risco. Tração prolongada pode lesar a íntima dos vasos, e o resumo recomenda conferir o pulso; o nervo femoral acompanha o músculo, não deve ser tratado como estrutura livre fora dessa janela.
Funículo, conteúdo inguinal e cutâneo femoral lateral também importam no acesso, mas não são o par separado por essa fáscia. Um marco anatômico não deve ser identificado apenas porque outra estrutura passa nas proximidades.
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