Segundo Callaghan, a via ilioinguinal permite abordar as estruturas abaixo, EXCETO:
- A face interna do ílio e a articulação sacroilíaca.
- A superfície quadrilátera até a espinha isquiática.
- A coluna anterior até o ramo púbico e a sínfise.
- A articulação do quadril, com o acetábulo íntegro.
- A borda pélvica e o forame obturatório.
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Conceito-chave
Uma via por dentro da pelve
A via ilioinguinal é usada principalmente nas fraturas do acetábulo e da pelve. Foi adaptada por Judet e Letournel a partir da via iliofemoral de Smith-Petersen e segue além da eminência iliopúbica, ao longo da borda pélvica, da articulação sacroilíaca até o púbis.
O que ela expõe (sempre pela face interna)
| Região | Limite |
|---|---|
| Fossa ilíaca (face interna do ílio) | até a articulação sacroilíaca |
| Pelve verdadeira e superfície quadrilátera (parede interna do acetábulo) | até a espinha isquiática |
| Borda pélvica e forame obturatório | |
| Coluna anterior | até o ramo púbico superior e a sínfise |
O que ela não faz
É uma via extra-articular: não abre a articulação do quadril. A superfície articular só é alcançada quando o osso acetabular já está interrompido, como na fratura, que é justamente sua indicação. Indicações típicas: fraturas da parede e da coluna anterior, fraturas em T, tumores e osteotomias periacetabulares.
A face externa do ílio também pode ser exposta soltando os abdutores, mas isso piora a circulação óssea. Mantidos os abdutores no lugar, a ossificação heterotópica não é risco importante dessa via.
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