Sobre os desfechos do acesso anterior direto relatados no Callaghan, é correto afirmar que:
- Vários ensaios randomizados confirmaram superioridade funcional mantida aos 2 anos.
- Sugano mostrou escores de Oxford melhores aos 2 anos com o acesso anterior direto.
- No único ensaio randomizado, de Restrepo, a vantagem até 1 ano desapareceu aos 2 anos.
- Meneghini mostrou que o acesso anterior lesou mais o glúteo mínimo que o posterior.
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Conceito-chave
Promessa e evidência
O acesso anterior direto costuma ser apresentado como superior. Callaghan mostra um quadro mais nuançado.
| Desfecho | O que os estudos mostram |
|---|---|
| Lesão muscular (Meneghini, cadáver) | posterior lesou glúteo máximo e rotadores; anterior lesou reto femoral e tensor; no glúteo mínimo, 18% no posterior contra 8% no anterior |
| Enzimas musculares (Bergin) | creatinoquinase mais alta após o posterior |
| Recuperação precoce (Nakata, Sugano) | marcha e independência mais cedo com o anterior |
| Médio prazo (Nakata, Sugano) | escores iguais aos 6 meses e aos 2 anos |
| Único ensaio randomizado (Restrepo, 100 pacientes, anterior contra lateral direto) | anterior melhor em SF-36 e WOMAC de 6 semanas a 1 ano; iguais aos 2 anos |
A leitura crítica
Quase todos os outros estudos são séries retrospectivas de cirurgiões entusiastas da técnica. Esse tipo de estudo tende a superestimar benefícios, por seleção de pacientes e por viés do próprio autor. Por isso o capítulo pede cautela ao falar em superioridade.
O que se sustenta é uma recuperação mais rápida; uma vantagem funcional duradoura não foi demonstrada.
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